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Contracepção
Pílula Contraceptiva

Pílula Contraceptiva

A designação pílula combinada é normalmente utilizada para descrever a pílula contraceptiva combinada, também conhecida por apenas “pílula”. Este é um dos métodos contraceptivos mais utilizados a nível mundial, sendo também preferido pela maioria das mulheres portuguesas em idade fértil. Com uma eficácia de 99% na prevenção da gravidez, é um dos métodos contraceptivos mais seguros.

A pílula combinada está particularmente indicada para mulheres com uma relação estável, com actividade sexual regular. Desta forma, podem usufruir de uma protecção eficaz e desfrutar das suas relações com toda a liberdade e comodidade. Para além dos seus efeitos contraceptivos, a maioria das pílulas combinadas pode ser usada com outros fins, como por exemplo para o tratamento do acne, hirsutismo ou períodos menstruais dolorosos e abundantes.

Benefícios da pílula contraceptiva

A sua eficácia na protecção contra a gravidez indesejada é superior a 99% quando tomada correctamente, para além de esta ser quase imediata desde o primeiro dia da toma, se iniciar a pílula no primeiro dia do ciclo menstrual.

Trata-se de um contraceptivo muito fácil de utilizar e não invasivo que, apesar de em algumas mulheres poder levar a efeitos secundários, como dores de cabeça ou ligeiro ganho de peso, facilita a grande maioria das mulheres na sua vida diária, podendo estas desfrutar de uma vida sexual plena.

Os principais benefícios da pílula contraceptiva são:

  • Reduz ou elimina as dores menstruais: a pílula contraceptiva combinada evita as cãibras e dores menstruais, permitindo que se sinta mais confortável, saudável e activa.

  • Reduz a duração e a abundância dos períodos: Uma das propriedades da pílula contraceptiva combinada é a sua capacidade de regular o período, fazendo com que este seja mais curto e ligeiro. Ao tomar a pílula contraceptiva saberá sempre quando vai ter o seu período e quanto tempo durará, podendo planear melhor a sua vida.

  • Previne tumores e cancro: Vários estudos demonstram que a pílula combinada tem a capacidade de reduzir a possibilidade de desenvolver cancro do colo do útero, cancro dos ovários e do intestino.

  • Previne a endometriose: A pílula contraceptiva previne a endometriose- crescimento anormal do endométrio para fora do útero. A pílula Microginon está indicada para o controlo da endometriose.

  • Previne a anemia: Ao regular o período e reduzir a sua abundância, as mulheres que tomam a pílula contraceptiva são menos propensas a desenvolver anemia.

  • Tratamento do acne: A pílula contraceptiva combinada é composta por duas hormonas femininas sintéticas que têm a capacidade de controlar os desajustes hormonais, resultando em benefícios para o acne, pele e unhas. Por exemplo, a pílula Diane 35 para o acne tem na sua constituição ciproterona, sendo um método eficaz para o tratamento do acne das mulheres.

  • Redução do excesso de pêlos corporais: As hormonas femininas contidas nas pílulas contraceptivas ajustam os níveis hormonais produzidos pelo organismo, corrigindo as características sexuais secundárias como o crescimento dos pêlos corporais.

Existem várias marcas comerciais de pílulas contraceptivas que utilizam diferentes doses de hormonas femininas sintéticas. Os benefícios variam de mulher para mulher consoante a marca, porém, todas as pílulas se podem classificar em: pílulas combinadas e minipílulas. As pílulas combinadas têm a capacidade de regular o período, reduzir a sua abundância, diminuir o acne e os pêlos corporais.

Como funciona a pílula combinada?

A pílula combinada, tal como o nome indica, é composta por duas hormonas artificiais, o estrogénio e a progesterona, semelhantes às hormonas sexuais produzidas naturalmente pelo corpo da mulher. Ao actuarem de forma semelhante ao estrogénio e à progesterona naturais, evitam a gravidez ao impedir a ovulação, ou seja, a libertação de um óvulo maduro pelos ovários. Para além disto, a pílula combinada leva ao espessamento do muco cervical, impedindo que os espermatozoides alcancem o útero e altera o revestimento uterino, para que caso um óvulo seja fertilizado, não se consiga implantar no útero.

Como se toma a pílula contraceptiva combinada?

A pílula contraceptiva combinada tem na sua composição estrogénio e progesterona, estando disponível para toma durante 21 dias ou 28 dias, consoante a sua dosagem e composição hormonal. No caso das pílulas de 21 dias, deve ser tomado um comprimido diariamente até ao fim da embalagem. Após terminar a embalagem, deve fazer uma pausa de 7 dias antes de iniciar uma nova embalagem. Durante a pausa de 7 dias ocorrerá a hemorragia de privação, semelhante ao período menstrual. De outra forma, a pílula de 28 dias é tomada de forma contínua, sem pausas entre embalagens. Nesta pílula estão presentes comprimidos placebo, para que a menstruação de privação ocorra durante os últimos dias de cada embalagem.

Quais são os efeitos secundários da pílula combinada?

Apesar de a pílula ser um método contraceptivo seguro e de estar recomendada para a maioria das mulheres em idade fértil, podem ocorrer efeitos secundários.

Os efeitos secundários da pílula contraceptiva dependem do tipo de pílula, da marca e da mulher que a toma. Também é importante ter consciência acerca dos efeitos secundários quando altera o seu tipo de pílula, como por exemplo, passar de uma pílula combinada para uma minipílula (apenas com progesterona) e vice-versa, já que o seu organismo precisa de algum tempo para se adaptar às diferentes concentrações hormonais.

Os efeitos secundários das pílulas nem sempre ocorrem, mas é sempre importante que estes sejam tidos em conta. Muitas mulheres notam pequenas hemorragias durante o ciclo, conhecidas como spotting, durante os primeiros meses de toma. Outros efeitos secundários da pílula, na sua maioria temporários, podem incluir dores de cabeça, náuseas, aumento da tensão arterial, retenção de líquidos, alterações de comportamento, aumento ou diminuição da libido, sensibilidade e aumento mamário.

  • Pílula contraceptiva combinada: os seus efeitos menos frequentes são o risco de desenvolver coágulos sanguíneos, condição também conhecida como trombose venosa profunda, aumento do risco de cancro da mama ou cancro do colo do útero.
  • Minipílula: os seus efeitos secundários são no geral menores do que os da pílula combinada, devido à ausência de estrogénio. Porém, as dores de cabeça, as alterações de comportamento e a sensibilidade mamária podem ocorrer, ainda que apenas possam afectar algumas mulheres.

Que medicamentos podem afectar a eficácia da pílula contraceptiva?

Tanto a pílula combinada como a minipílula podem tornar-se menos eficazes se tomar algum medicamento para a epilepsia ou algum medicamento para infecções bacterianas como antibióticos. O hipericão também pode tornar a pílula menos eficaz na prevenção da gravidez.

Desta forma, deve assegurar-se de que quando toma a pílula contraceptiva com estes medicamentos ou substâncias, usa um método contraceptivo adicional, como o preservativo, durante pelo menos 7 dias após a toma do medicamento em questão.

Como me posso assegurar que a pílula contraceptiva é segura para mim?

Para garantir o melhor tratamento, terá de consultar o seu médico de clínica geral ou ginecologista, para que este possa avaliar qual a opção mais indicada de acordo com as suas características. Nalguns casos pode também estar indicada, antes da prescrição da pílula, a realização de exames médicos que permitam avaliar a sua eficácia. A pílula é um medicamento sujeito a receita médica, pelo que a sua escolha requer aconselhamento médico obrigatório, quer este seja feito recorrendo a uma consulta online ou a uma consulta física.

Recomenda-se um período de habituação às hormonas da pílula de três meses, porém, no caso de experienciar efeitos secundários incómodos e persistentes, recomenda-se que consulte o seu médico para aconselhamento.

Muitas mulheres questionam-se se a pílula engorda. Porém, é pouco provável que a pílula faça engordar e caso ocorra o aumento de peso, este apenas será temporário e não permanente.

A pílula não aumenta a quantidade de gordura no corpo, pode sim aumentar a retenção de água ou levar a alterações no metabolismo, que na maioria dos casos é de carácter temporário.

Muitos estudos em relação a contraceptivos orais de gerações mais antigas, levaram à descoberta que, em alguns casos, a pílula faz engordar porque aumenta a resistência do organismo à insulina, levando a um aumento persistente dos valores desta hormona após as refeições.

A resistência à insulina provoca o aumento de peso porque contribui para um metabolismo mais lento, levando à acumulação de gordura nos tecidos e ao aumento do apetite.

Se, apesar da escolha de um contraceptivo oral baixo em estrogénio, a pílula contraceptiva escolhida a faz engordar do mesmo modo, pode ser submetida a um teste para determinar se está na presença de alguma condição relacionada com o aumento da resistência à insulina.

A pílula tem uma maior probabilidade de fazer engordar se tiver na sua composição elevadas quantidades de estrogénio. Esta hormona está presente em elevadas doses em alguns tipos mais antigos de pílulas, que levam ao aumento de peso pela retenção de água.

Por exemplo, uma pílula que contenha 50 microgramas de estrogénio causará um aumento de peso maior que uma pílula que apenas contenha 35 microgramas (como no caso da Diane 35).

Tratamentos Disponíveis